O Jardim Botânico de Concordia é um espaço de conservação, pesquisa e educação que busca resguardar a flora nativa da bacia do rio Uruguai. Por trás de seus espaços verdes existe um trabalho que visa conservar uma parte fundamental da identidade natural da cidade e de toda a região.
O projeto abrange espécies próprias de diferentes ambientes e ecorregiões que caracterizam Entre Ríos: mata de galeria, Espinal, áreas úmidas e pastagens. A intenção é reunir e conservar exemplares representativos desses ambientes, em um território que compreende setores da Argentina, Brasil e Uruguai.
Gabriela Mendiburu, chefe do Departamento de Design de Espaços Públicos, dependente da Secretaria de Serviços Públicos, explicou o trabalho que é realizado para recuperar e preservar espécies que fazem parte do patrimônio natural da zona, formado por espécies nativas, com o objetivo de preservar a biodiversidade característica e converter o espaço em um verdadeiro reservatório de flora. “Nos dedicamos a preservar a flora nativa da bacia média e baixa do rio Uruguai” afirmou.
UM JARDIM QUE FUNCIONA COMO SEMENTEIRA
Um dos aspectos centrais do trabalho que é realizado é a coleta de sementes e a posterior produção de mudas.
O processo permite gerar novos plantios e manter coleções de espécies nativas. Alguns dos plantios existentes no parque têm já mais de sete anos, demonstrando que se trata de um trabalho sustentado no tempo.
O trabalho adquire especial relevância diante da perda progressiva de determinados ambientes naturais. Mendiburu destacou particularmente a situação da mata de galeria sobre a costa do rio Uruguai, onde há ambientes valiosos, além da mata de galeria, o palmar, as áreas úmidas, o monte, xerófilo e o pasto, que vale a pena conservar.
Diante dessa realidade, o Jardim Botânico pretende converter-se em uma “sementeira” de espécies nativas, um lugar onde se possam conservar sementes e exemplares para evitar que determinadas espécies terminem desaparecendo da região.
CONSERVAÇÃO
Redescobrir o Jardim Botânico também implica compreender que por trás de cada árvore, arbusto, flor ou gramínea existe um ecossistema. A perda de flora nativa afeta diretamente a fauna que depende dela. O desaparecimento de determinadas espécies vegetais significa também perder fontes de alimento, refúgio e espaços de reprodução para pássaros, borboletas e outros animais da região.
Por isso, a conservação tem um olhar que vai além de manter plantas dentro de um espaço determinado. Trata-se de preservar parte do equilíbrio natural e da identidade ambiental de Concordia.
UM ESPAÇO PARA CONHECER E APRENDER
O trabalho do Jardim Botânico se sustenta sobre três grandes objetivos: conservação, pesquisa e divulgação, com uma forte presença de atividades educativas e de extensão.
Neste processo também participam estudantes da Tecnicatura em Jardinagem da Universidade Nacional de Entre Ríos (UNER), que realizam estágios e colaboram em distintas tarefas. Entre as experiências desenvolvidas encontra-se o plantio de uma coleção vinculada ao rio.
A isto se somam os vínculos com universidades, organismos científicos e outras instituições relacionadas com a conservação da biodiversidade.
Todo esse trabalho abre a possibilidade de pensar o Jardim Botânico de Concordia sob outra perspectiva: não simplesmente como um espaço verde a mais, mas como um lugar onde se pode conhecer de onde vem a flora da região, que espécies a integram e o que podemos fazer para evitar que desapareça.
VOLTAR A OLHAR O QUE TEMOS
Redescobrir o Jardim Botânico é, de certa forma, voltar a olhar a paisagem cotidiana de Concordia com outros olhos.
Cada semente coletada, cada muda produzida e cada espécie incorporada a uma coleção fazem parte de um projeto que busca deixar um registro para o futuro. Um guia para que as próximas gerações possam reconhecer as espécies nativas e compreender por que é necessário preservá-las.
Em tempos nos quais muitos ambientes naturais da região estão submetidos a transformações, este lugar pode assumir um papel cada vez mais importante: ser memória viva da flora de Concordia e, ao mesmo tempo, um espaço para construir seu futuro, por isso o convite está aberto para quem desejar descobri-lo ou caminhar pela primeira vez.
Os dias e horários nos quais se pode visitar o Jardim Botânico é de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, enquanto que aos sábados e domingos, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas.
O projeto abrange espécies próprias de diferentes ambientes e ecorregiões que caracterizam Entre Ríos: mata de galeria, Espinal, áreas úmidas e pastagens. A intenção é reunir e conservar exemplares representativos desses ambientes, em um território que compreende setores da Argentina, Brasil e Uruguai.
Gabriela Mendiburu, chefe do Departamento de Design de Espaços Públicos, dependente da Secretaria de Serviços Públicos, explicou o trabalho que é realizado para recuperar e preservar espécies que fazem parte do patrimônio natural da zona, formado por espécies nativas, com o objetivo de preservar a biodiversidade característica e converter o espaço em um verdadeiro reservatório de flora. “Nos dedicamos a preservar a flora nativa da bacia média e baixa do rio Uruguai” afirmou.
UM JARDIM QUE FUNCIONA COMO SEMENTEIRA
Um dos aspectos centrais do trabalho que é realizado é a coleta de sementes e a posterior produção de mudas.
O processo permite gerar novos plantios e manter coleções de espécies nativas. Alguns dos plantios existentes no parque têm já mais de sete anos, demonstrando que se trata de um trabalho sustentado no tempo.
O trabalho adquire especial relevância diante da perda progressiva de determinados ambientes naturais. Mendiburu destacou particularmente a situação da mata de galeria sobre a costa do rio Uruguai, onde há ambientes valiosos, além da mata de galeria, o palmar, as áreas úmidas, o monte, xerófilo e o pasto, que vale a pena conservar.
Diante dessa realidade, o Jardim Botânico pretende converter-se em uma “sementeira” de espécies nativas, um lugar onde se possam conservar sementes e exemplares para evitar que determinadas espécies terminem desaparecendo da região.
CONSERVAÇÃO
Redescobrir o Jardim Botânico também implica compreender que por trás de cada árvore, arbusto, flor ou gramínea existe um ecossistema. A perda de flora nativa afeta diretamente a fauna que depende dela. O desaparecimento de determinadas espécies vegetais significa também perder fontes de alimento, refúgio e espaços de reprodução para pássaros, borboletas e outros animais da região.
Por isso, a conservação tem um olhar que vai além de manter plantas dentro de um espaço determinado. Trata-se de preservar parte do equilíbrio natural e da identidade ambiental de Concordia.
UM ESPAÇO PARA CONHECER E APRENDER
O trabalho do Jardim Botânico se sustenta sobre três grandes objetivos: conservação, pesquisa e divulgação, com uma forte presença de atividades educativas e de extensão.
Neste processo também participam estudantes da Tecnicatura em Jardinagem da Universidade Nacional de Entre Ríos (UNER), que realizam estágios e colaboram em distintas tarefas. Entre as experiências desenvolvidas encontra-se o plantio de uma coleção vinculada ao rio.
A isto se somam os vínculos com universidades, organismos científicos e outras instituições relacionadas com a conservação da biodiversidade.
Todo esse trabalho abre a possibilidade de pensar o Jardim Botânico de Concordia sob outra perspectiva: não simplesmente como um espaço verde a mais, mas como um lugar onde se pode conhecer de onde vem a flora da região, que espécies a integram e o que podemos fazer para evitar que desapareça.
VOLTAR A OLHAR O QUE TEMOS
Redescobrir o Jardim Botânico é, de certa forma, voltar a olhar a paisagem cotidiana de Concordia com outros olhos.
Cada semente coletada, cada muda produzida e cada espécie incorporada a uma coleção fazem parte de um projeto que busca deixar um registro para o futuro. Um guia para que as próximas gerações possam reconhecer as espécies nativas e compreender por que é necessário preservá-las.
Em tempos nos quais muitos ambientes naturais da região estão submetidos a transformações, este lugar pode assumir um papel cada vez mais importante: ser memória viva da flora de Concordia e, ao mesmo tempo, um espaço para construir seu futuro, por isso o convite está aberto para quem desejar descobri-lo ou caminhar pela primeira vez.
Os dias e horários nos quais se pode visitar o Jardim Botânico é de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, enquanto que aos sábados e domingos, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas.
